A origem do calendário
Muito antes dos relógios, as pessoas mediam o tempo observando o céu. O nascer e o pôr do Sol davam o dia; as fases da Lua, que se repetem a cada 29 dias e meio, davam o mês; o retorno das estações dava o ano.
O problema é que esses ciclos não se encaixam. Doze meses lunares somam cerca de 354 dias, onze a menos que o ano solar. Calendários baseados só na Lua ficam desalinhados com as estações em poucos anos.
A solução adotada há dois mil anos foi fixar o ano em 365 dias e acrescentar um dia extra a cada quatro anos, o ano bissexto. Como o ano solar tem um pouco menos que 365 dias e um quarto, o ajuste ainda deixava um erro pequeno, que se acumulou ao longo dos séculos.
No final do século dezesseis, o calendário foi corrigido: os anos terminados em dois zeros só são bissextos quando divisíveis por quatrocentos. Esse é o calendário usado hoje na maior parte do mundo, e seu erro é de cerca de um dia a cada três mil anos.